A destruição capitalista do meio ambiente e a cumplicidade criminosa do neonazista Bolsonaro
Desde o fim de agosto, 225 praias em 80 municípios, numa faixa de 2000 km da costa marítima do nordeste, já foram atingidas impiedosamente por uma quantidade imensa de óleo cru altamente tóxica. Especialistas tem afirmado que os danos podem ser irreversíveis para o meio ambiente, afetando gravemente as populações marisqueiras, pescadores e a própria economia nordestina, fortemente dependente do turismo que envolve suas praias. Os danos ambientais, humanos e econômicos certamente serão enormes, afetando de imediato as populações originárias e trabalhadoras das regiões atingidas, agravando ainda mais as péssimas condições de sobrevivência do povo nordestino, historicamente desprezado e super-explorado pela burguesia sulista e racista brasileira, serviçais do imperialismo estrangeiro.
Até o momento em que elaboramos este texto, o presidente proto-fascista Jair Bolsonaro se mantém imóvel diante da gravidade da situação, negando-se a acionar o Plano Nacional de Contingência Para Incidente de Poluição Por Óleo (PNC). Na verdade, desde que assumiu o governo, no inicio deste ano, Bolsonaro promove um verdadeiro desmonte dos órgãos ambientais já sucateados pelos governos de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma. O resultado disso tem sido uma verdadeira agenda de destruição ambiental, como dão mostras os recentes incêndios criminosos na floresta amazônica e o recrudescimento da matança dos povos indígenas, quilombolas e sem terras, com total apoio de Bolsonaro e seu ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, absolutamente comprometido com latifundiários e petrolíferas estrangeiras, predadores de nossa gente, nossas terras e nossos mares.
A gravidade dos vazamentos do óleo na costa nordestina é enorme. Enquanto isso, Bolsonaro e imprensa capitalista escondem os reais responsáveis pelo ocorrido. Até o momento nenhuma investigação séria foi levada adiante para averiguar as verdadeiras causas. Segundo especialistas, os vazamentos podem ter origem através do estouro de dutos em alguma plataforma marítima da Petrobrás, sucateada a serviço de sua privatização, ou mesmo serem decorrentes de fontes subterrâneas, relacionadas a possíveis danos em poços de petróleo do pré sal, doados às gigantes petroliferas estrangeiras por Temer e Bolsonaro através dos leilões entreguistas.
De qualquer forma, os verdadeiros culpados por tal tragédia são de fato o grande capital “nacional” e estrangeiro, predatórios, que não veem barreiras às suas necessidades de pilhagens e acumulação por espoliação do nosso povo; e os governos burgueses entreguistas de nossas riquezas, como o de Bolsonaro por exemplo, responsável por uma verdadeira agenda de ataques contra os trabalhadores brasileiros e pelo desmonte via privatizações das principais empresas nacionais, como Petrobras, Correios, Eletrobras, Embraer, etc; empobrecendo nossa gente enquanto engorda ainda mais, os já robustos cofres dos parasitas capitalistas internacionais e “nacionais”, que são de fato os super-ricos em meio ao mar de miséria produzida pelo capitalismo em crise sistêmica.
Tendo em vista essa grave conjuntura, defendemos desde já, a formação de um Comitê de Investigação independente, formado por técnicos, populações afetadas e petroleiros, para averiguar de fato as causas e consequências dos vazamentos. Nenhuma confiança nos órgãos burgueses!
Diante da gravidade do momento em que vivemos e mesmo acompanhando os levantes classistas dos trabalhadores latino americanos, nós, do Coletivo Revolucionário-Tendência LQB, fazemos um sincero chamado à classe trabalhadora brasileira, seus agrupamentos da esquerda revolucionária, oposições sindicais, sindicatos de luta, movimento estudantil, popular e demais organismos de combate dos explorados e oprimidos, a somarmos forças numa Frente de Lutas contra a gerência do proto-fascista Bolsonaro e em defesa de um governo dos trabalhadores da cidade e do campo, única forma de barrarmos a barbárie capitalista que nos ameaça.
Coletivo Revolucionário-Tendência LQB

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