quinta-feira, 31 de outubro de 2019

A situação da classe trabalhadora e a visão da pequena burguesia

Por Glauco Birochi


O pensamento da pequena burguesia que acredita prestar um grande serviço para a emancipação do proletariado:

“Vítima privilegiada das grandes transformações regressivas ocorridas no mundo e, em particular, do neoliberalismo, onde foram eleitos mais governos e os mais radicais, a América Latina reagiu como já poucos acreditavam possível. E se tornou a única região do mundo com governos antineoliberais, com processos de integração regional, com capacidade para reverter as fortes tendências à desigualdade social e ao aumento da pobreza e da miséria no mundo.
A América Latina ganhou o direito de definir sua história a partir da sua capacidade de reagir diante do modelo neoliberal e da globalização. Gracas à liderança de dirigentes como Hugo Chávez (Venezuela), Lula, Néstor e Cristina Kirchner (Argentina), Pepe Mujica (Uruguai), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), entre outros.
Agora a América Latina enfrenta os efeitos duradouros da recessão internacional iniciada em 2008, juntamente com os ataques das articulações direitistas internas, gerando crises em vários dos nosso países.
Neste momento, no meio da segunda década do século 21, podemos dizer que o futuro do continente está aberto. Ninguém pode garantir que os governos antineoliberais vão se consolidar definitivamente, nem tampouco que as tentativas de restauração conservadora vão se impor.”

Parte do texto de Emir Sader ( Blog na Rede – Rede Brasil Atual )


Esse não deve ser, de forma alguma, um argumento de algum alívio aos trabalhadores do Brasil de nossos irmãos latinos americanos. O nível de exploração e barbárie em que a burguesia, sob ditames do imperialismo, nos coloca todos à uma reflexão honesta, e num caráter radical de mudança social, para que não continuemos enterrados pela miséria imposta pela burguesia.
Os trabalhadores, a única classe realmente produtiva, que constrói toda a riqueza que a burguesia se apropria, não devem ficar comendo a hóstia amarga que lhes dão no dia à dia. Não somos cachorros para vivermos de restos que essa burguesia maldita julga que merecemos. Somos a base de sustentação da humanidade, toda riqueza é criada por nossas mãos. A classe parasita se apodera de tudo isso e tenta nos impor o silêncio, para que comamos o pão mofado e nos acomodemos com isso.

NÃO!!!

Os trabalhadores não se acomodarão diante da barbárie, da miséria, do fascismo e da repressão burguesa. Além, de sermos o povo ativo, somos a imensa maioria, explorada, indignada.  Mas na unidade classista somos a força capaz de fazer a grande revolução. Com nossos irmãos latinos, que já estão se insurgindo diante da miséria.

A Burguesia no Brasil, com seu PALHAÇO, FANTOCHE DE CABRESTO Bolsonaro, está arrebentando o país sob ordens dos Estados Unidos. A entrega das riquezas do povo brasileiro, empresas estratégicas, com tecnologia de ponta como Petrobrás, Embraer, Base de Alcântara, etc, não são o bastante para sanar a fome de riquezas do imperialismo. É necessário aniquilar com os trabalhadores impetrando a mais absoluta miséria através de reformas assassinas, arruinando, além de educação, saúde, políticas sociais de necessidades básicas dos trabalhadores. Esfacelam com mãos de ferro a previdência social, impondo a desesperança imediata aos trabalhadores e queimando numa pira infernal, o futuro das novas e próximas gerações do povo trabalhador.

Tudo isso ocorre sob os olhos acovardados de partidos reformistas acovardados, como PCdoB, PT, PSOL, PSTU, que escolheram a forma oportunista de atuação política, a via parlamentar, a mesma que a burguesia endinheirada põe seus representantes para nos ludibriar votando e depois nos tirando direitos. Dizemos não a esses palermas oportunistas!

A única forma de libertação do movimento operário, camponês, estudantil, de desempregados, sem-tetos, sem-terras, é a unidade dos oprimido contra a corja instalada no poder; construir a sua ferramenta de libertação, o partido da revolução proletária mundial. Só com nossa união poderemos empunhar as nossas armas e tomar de assalto os direitos que nos foram tomados.

A nossa unidade, de todos os oprimidos, deve romper com os epígonos da luta de classe e com todos os que buscam a via pacifista de diálogo com a burguesia. A libertação do proletariado será obra escrita e construída com as mãos do proletariado. Lula, Ciro Gomes, Boulos, Zé Maria e todos os lacaios do sistema, esses que impedem os trabalhadores de lutar, inclusive, ocupando ferramentas imprescindíveis para a luta da classe trabalhadora, ( OS SINDICATOS ), tem que serem tirados à força pelos trabalhadores e colocados na rua. Sindicato é para lutar, não para engordar dirigentes porcos a serviço da burguesia, contendo o ímpeto de luta da classe trabalhadora.

Pela emancipação de todo oprimido, de todos os negros, brancos pobres, mulheres, juventude, nossos irmãos idosos que batalharam para construir essa nação, por nossos irmãos latino_americanos oprimidos pela burguesia de seus países, nós, da TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA / LQB, conclamamos a um LEVANTE MASSIVO EM NOSSA AMÉRICA LATINA PARA BARRAR O AVANÇO PREPOTENTE DO IMPERIALISMO ESTADUNIDENSE OU DE QUALQUER OUTRO PAÍS DE ORIGEM IMPERIALISTA. A história nos pertence e está do nosso lado.
TRABALHADORAS E TRABALHADORES, UNAMO-NOS NUMA LUTA SEM TRÉGUAS CONTRA OS PRODUTORES DA MISÉRIA!
AVANTE !!!




A Internacional

Hino

De pé, ó vitimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos de tal mundo
Sejamos nós, oh produtores!

Bem unido façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A internacional

Senhores, patrões, chefes supremos
Nada esperamos de nenhum!
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos
Para sair desse antro estreito
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito!

Bem unido façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A internacional

O crime de rico a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direitos para o pobre
Ao rico tudo é permitido
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres!

Bem unido façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A internacional

Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha!
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ela o restitua
O povo quer só o que é seu!

Bem unido façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A internacional

Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores!
Se a raça vil, cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verás que as nossas balas
São para os nossos generais!

Bem unido façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A internacional

Pois somos do povo ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a terra aos produtivos
Ó parasitas deixai o mundo
Ó parasitas que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar!

Bem unido façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A internacional

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